Vaginose Citolítica

Montagem de uma pessoa segurando um cartão com rosto triste sobre o abdômen e flores

Vaginose citolítica: parece candidíase, mas não é

A vaginose citolítica não é uma infecção, e sim um desequilíbrio na flora vaginal. Ela acontece quando os lactobacilos, as bactérias boas que protegem a vagina, crescem além do normal.

Na medida certa, eles são fundamentais para a saúde íntima. Mas em excesso deixam a vagina muito ácida, irritam a mucosa e podem causar desconfortos.

Os sintomas são muito parecidos com os da candidíase, mas a causa é diferente e o tratamento também.

Você sabia que até 10% das mulheres que acreditam ter candidíase de repetição, na verdade tem vaginose citolítica?

Quais os sintomas mais comuns?

Corrimento branco, espesso ou cremoso;

Coceira dentro ou fora da vagina;

Ardência durante ou após a relação sexual;

Irritação na região íntima;

Mas, como confirmar o diagnóstico?

Não dá pra ter certeza só pelos sintomas, por isso é necessário ter:

Uma boa conversa sobre o que você sente com um profissional experiente;

Exame físico e medição do pH vaginal;

Análise microscópica do corrimento;

Esses exames são rápidos e feitos em consultório. Eles mostram se é candidíase, vaginose citolítica ou outro desequilíbrio.

Qual o tratamento?

Como não é uma infecção, o foco do tratamento não é eliminar bactérias e sim restaurar o equilíbrio natural da flora vaginal.

Normalmente, o tratamento envolve reduzir a acidez da vagina por um tempo, usando substâncias como bicarbonato de sódio ou borato de sódio. Isso diminui os sintomas e ajuda a mucosa a se recuperar naturalmente, sem prejudicar os lactobacilos.

Atenção: Esse tratamento precisa ser indicado por um profissional e usado pelo período correto. Nada de automedicação, viu?

Que cuidados posso ter no dia a dia para evitar a Vaginose Citolítica?

Evite duchas vaginais, excesso de sabonetes íntimos e desodorantes na região.

Use absorventes internos ou protetores diários só quando necessário.

Prefira calcinhas de algodão e roupas menos apertadas.

Cuide do corpo como um todo: alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e menos estresse fazem diferença.

Lembre-se: nem todo corrimento é candidíase

A vaginose citolítica pode confundir e até frustrar. Muitas mulheres passam anos achando que têm candidíase, quando na verdade o problema é outro. A boa notícia é que, com diagnóstico certo, o tratamento costuma ser simples e eficaz.

Você não está sozinha: procurar um atendimento acolhedor, com escuta e informação de qualidade, é o primeiro passo para recuperar o bem-estar e se sentir segura com a sua saúde íntima.

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