Vaginose Bacteriana

Montagem de uma pessoa com uma lupa sobre a roupa íntima e flores

Vaginose Bacteriana

O que você precisa saber sobre Vaginose Bacteriana

A Vaginose Bacteriana acontece quando há um desequilíbrio na flora vaginal. Normalmente os lactobacilos, que são as bactérias “do bem” e que cuidam da saúde íntima, nos protegem. Mas quando eles diminuem e outras bactérias crescem demais, surge a Vaginose Bacteriana.

Ela não é considerada uma DST ou IST, mas pode estar relacionada à atividade sexual. Entrar em contato com a flora bacteriana de outra pessoa, seja compartilhando acessórios ou ao tocar na vulva ou no pênis, além do contato com o sêmen, pode mudar o pH da vagina. Em alguns casos, pode até ser recomendado tratar também a parceira ou o parceiro.

Como você pode perceber a Vaginose Bacteriana:

Montagem de um absorvente externo com flores amarelas

Corrimento branco-acinzentado, amarelado ou esverdeado, mais que o normal;

Montagem de uma pessoa com roupa íntima, um peixe e uma flor

Cheiro forte, parecido com “peixe”, principalmente depois da relação ou durante a menstruação.

Montagem de uma pessoa com as mãos sobre a região íntima e flores

Coceira ou ardência (às vezes confundida com candidíase).

Esses são os sintomas mais comuns, por isso ao identificar algum deles não ignore e procure uma avaliação médica.

Mas, como confirmar o diagnóstico?

O exame mais confiável é a microscopia vaginal, um exame simples e feito no consultório mesmo.

Com ela conseguimos:

Confirmar o diagnóstico de Vaginose Bacteriana.

Diferenciar de outras causas de corrimento, como candidíase.

Ver se predominam os lactobacilos (protetores) ou outras bactérias.

Esse exame é rápido e evita erros no tratamento.

Atenção: Corrimentos podem enganar até profissionais experientes. Por isso, não use remédios por conta própria e sempre faça o exame antes de qualquer coisa.

O que pode facilitar o aparecimento da Vaginose Bacteriana?

Relações sexuais sem camisinha;

Usar a mesma camisinha no sexo anal e vaginal;

Fumar;

Ter feito uso recente de antibióticos;

Ter feito uso recente de antibióticos;

Usar calcinhas sintéticas ou fio-dental com frequência;

Exagerar na higiene (lavar demais a vulva, usar ducha vaginal, fazer banhos de assento);

Usar absorventes todos os dias ou deixar absorventes internos por muito tempo;

Qual o tratamento?

O tratamento é feito com antibióticos — em comprimidos ou creme vaginal, e é essencial seguir até o fim, mesmo se os sintomas melhorarem antes.

Depois do tratamento, o ideal é voltar ao consultório em 5 a 7 dias para repetir a microscopia e garantir que tudo está resolvido.

E quanto aos probióticos? Por enquanto, ainda não temos comprovação suficiente de que eles realmente ajudam no tratamento dos corrimentos de repetição.

Além do remédio, hábitos saudáveis também ajudam, como:

Manter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais e pobre em ultraprocessados;

Praticar atividade física regularmente;

Controlar o estresse;

Parar de fumar;

O que pode acontecer sem o tratamento correto?

O aumento do risco de infecções ginecológicas e urinárias;

Maior risco de contrair ISTs, como o HIV e o HPV;

Complicações em mulheres grávidas, como parto prematuro e ruptura precoce da bolsa;

A vaginose bacteriana é comum, tem tratamento eficaz e não deve ser motivo de vergonha. Com o diagnóstico certo e acompanhamento médico, o problema se resolve de forma segura.

Lembre-se: automedicação não ajuda. Procure sempre orientação profissional.

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